5 de mai. de 2007

Espiritualidade da libertação para o século XXI

Como pensar, em comunhão e liberdade de espírito, a espiritualidade da libertação para o século XXI? Como continuar dando passos concretos no seguimento a Jesus em tempos de retorno do moralismo e do tradicionalismo fundamentalista que ronda as atitudes e práticas religiosas? São questões que devemos como cristãos e cristãs buscar compreender.

Antes de tudo, precisamos entender que toda espiritualidade têm como sentido último a libertação das pessoas. A espiritualidade é uma adesão pessoal a um projeto de vida a ser vivido em comum por um grupo, ou seja, no coletivo. Os cristãos possuem sua espiritualidade. Os muçulmanos a sua. Os budistas a sua. Na tradição cristã existem muitas formas de espiritualidade nas diversas denominações. Os católicos, os anglicanos, os luteranos, os ortodoxos, enfim, cada uma vive a sua espiritualidade. E, ainda, no interior de cada denominação religiosa existem grupos que vivem diferentemente o projeto. Assim, espiritualidade é o jeito que vivemos o Evangelho. É a maneira encontrada por um determinado grupo em viver o projeto no qual acreditamos. Portanto, se toda espiritualidade é por excelência libertadora, toda espiritualidade cristã também deve ser.

Para nossa tradição cristã, espiritualidade é seguir a Jesus, em nossa história, hoje, nas alegrias e tristezas que a humanidade nos oferece. E devemos assumi-la como sendo nossa espiritualidade. Seguir a Jesus significa assumir suas causas, adotar suas atitudes, viver segundo o Espírito. Assim, percebemos que fazer a experiência da espiritualidade não é algo simplesmente “transcendental”, “metafísico”, distante das realidades humanas. A espiritualidade nos interpela a assumir o projeto de libertação proposto por Jesus. E, como seguidores, devemos encontrar a estrada para nela caminhar.

Nas primeiras comunidades cristãs, a espiritualidade cristã estava sendo vivida sob a égide da perseguição do Império Romano e da perseguição de grupos extremistas do judaísmo. Hoje, deve-se viver a espiritualidade cristã da libertação sob a égide do culto ao deus mercado impulsionado pelo avanço do Império Neoliberal. Império que ronda o planeta como única via e que amplia seu território de fixação da doutrina e estimula a escravidão das consciências, principalmente, das massas que são chamadas a se tornarem consumidoras desse mercado total.

Pensar a espiritualidade fora e distante das realidades humanas significa torna-la em ritualismo ou em falta de sinceridade com o projeto de Jesus, ou seja, torna-se um espiritualismo desencarnado, sem compromisso com a caminhada de Jesus que devia ser a nossa caminhada, em busca do Reino Definitivo, onde todos e todas “tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10). Alguém poderia perguntar: Como saber qual deva ser nossa espiritualidade? Primeiro, abrir-se ao clamor dos pobres e de todo o povo que clama por libertação; e, também, ao vento do Espírito que sopra e age onde quer.

Evidentemente que de uns tempos para cá cresceu o clamor e a sede por espiritualidade nas comunidades cristãs e não-cristãs. As pessoas querem viver a experiência do sagrado. Querem beber do poço a água viva da esperança, das lutas e da busca pelo Deus da Vida. As pessoas cada vez mais se sentem atraídas pelo mistério e querem se encontrar ou se reencontrar neste Mistério. Por isso, o crescimento universal das religiões e de comunidades alternativas. Todos querendo beber da água que o mundo pós-moderno não lhes oferece. Mas até que ponto isto é espiritualidade? Até que ponto esta busca pelo sagrado não gera mais individualismo e acaba ampliando as idéias do mercado neoliberal? Até que ponto as pessoas querem mesmo assumir um compromisso com o projeto a ser seguido? A libertação é a conseqüência do compromisso assumido.

Dessa forma, espiritualidade pode ser definida como sendo as motivações, os ideais, as utopias, a paixão e a mística pela qual se vive e se luta. Espiritualidade é aquilo que nos contagia na caminhada. Os espiritualismos estão repletos de doutrinas, ritos, dogmas sem nenhuma paixão, ideais e vida. Falta-lhes o essencial da experiência com o sagrado. A espiritualidade possui a liberdade de espírito. Os espiritualismos, ao contrário, fazem com que as pessoas vejam o mundo de forma mecânica. Para os cristãos e cristãs de ontem e de hoje o importante é agir conforme o espírito do Reino tendo como eixo norteador a espiritualidade do seguimento a Jesus. Outros espíritos se afirmam na história, tais como: o espírito do romanismo, o espírito do capitalismo, o espírito da lógica de mercado neoliberal, o espírito do liberalismo, entre outros. Resta-nos servir ao espírito do Evangelho, pois “não se pode servir a dois senhores”.

A espiritualidade é patrimônio de toda a humanidade, de todos os povos da terra. Toda e qualquer pessoa é animada por uma espiritualidade que a contagia na caminhada. Alguns são contagiados pelos valores do Evangelho, outros pela sedução do mercado neoliberal, outros pela valorização da cultura perdida. Assim, espiritualidade não se refere somente às religiões. Ela é algo do próprio ser humano que é um ser fundamentalmente espiritual. Mas, toda espiritualidade é também algo religioso. Existem espiritualidades religiosas e não-religiosas. Para nós, cristãos e cristãs, a espiritualidade é, acima de tudo, religiosa. É nela que se faz a experiência com o Deus da Vida. No entanto, não basta a religiosidade. É preciso e necessário que a religião esteja profundamente arraigada pela espiritualidade, ou seja, é preciso que haja autenticidade no seguimento ao projeto de Deus, ao Reino. Fácil seria se espiritualidade fosse entendida somente como sendo práticas ritualistas ou compromisso mecânico de ir à missa ou participar de algum evento religioso. Não, espiritualidade é algo mais comprometedor que nos engaja na luta pela vida, pelo Reino.

Nossa fé é cristã e a partir dela nós descobrimos Deus presente no cosmo, na vida e na história da humanidade. Na fé cristã Deus vem morar com a gente. Deus é amor gratuito sem cobranças vazias. Portanto, nossa espiritualidade é religiosa porque o Deus vivo é revelado por meio de Jesus, seu Filho. E é cristã porque somos convidados a seguir o projeto do Reino no seguimento a Jesus. O Deus de Jesus é o nosso Deus. A causa de Jesus é a nossa causa. Já dizia Paulo: “Nosso viver é o Cristo” (Fl 1,21). Jesus é nosso “pathos” – paixão, e seu Espírito a nossa espiritualidade.

Podemos viver a espiritualidade em dois sentidos, a saber: de forma personalizada, consciente e livre que abranja todas as dimensões do ser do Homem (alma e corpo, pensamento e vontade, sexo e fantasia, palavra e ação, interioridade e comunicação, contemplação e luta, gratuidade e compromisso), pois cada pessoa a vive de forma única; e, vive-la de forma encarnada na história, hoje e aqui, em nossa América Latina e em nossas comunidades com suas dores e alegrias. Viver as duas dimensões da espiritualidade nos abre caminhos para se viver concretamente o que aqui chamamos de Espiritualidade da Libertação.

A espiritualidade não pode reprimir a realização pessoal e o vôo do Espírito. Isto seria ir contra ao Evangelho da Liberdade anunciado por Jesus. O perigo dos espiritualismos é cairmos numa formação espiritual dispersiva, mutilada, dicotômica, unilateral e mecanicista. A vida do ser humano é importante neste processo e ela pode ser entendida como problemática (mistério), como desafio (uma missão), um espaço (graça) e assumir este espaço requer atitudes, mediações com a finalidade de se atingir a opção fundamental na vida.

Espiritualidade é vida. Vida não se ensina, mas se experimenta. Logo, todos e todas são chamados a experimentar o Espírito de Jesus por meio do seguimento ao seu projeto. Assumir o seguimento significa viver uma espiritualidade. Viver a espiritualidade do seguimento a Jesus hoje significa assumir as dores e angústias, alegrias e festas do povo ao qual pertencemos. Se estivermos na América Latina, no Brasil, em Goiás, numa comunidade eclesial específica significa assumir o seguimento a Jesus aí, nesta realidade de vida. Assim, teremos a vivência concreta de uma espiritualidade religiosa, cristã, latino-americana e libertadora. Espiritualidade do “Povo Novo” para o bispo profeta Pedro Casaldáliga que possui as seguintes características: lucidez crítica, a contemplação na caminhada, a liberdade dos pobres, a solidariedade fraterna, a cruz e a conflitividade, a insurreição evangélica ou a Revolução da Boa-Nova e, por fim, a teimosa esperança pascal.

Características do Povo Novo que se apresenta a nós, hoje e aqui, em nossa América Latina mundializada para todos os povos da Terra. Tais características não sobrevivem sem o fortalecimento da Espiritualidade da Libertação interpelada por uma profundidade pessoal, pelo reinocentrismo, por uma espiritualidade do essencial e universal cristão, pela localização na realidade histórica dos pobres, pela crítica, pela práxis e pela integridade sem dicotomias e sem reducionismos.

Assim, pode-se definir a Espiritualidade da Libertação como cristológica, situada historicamente no social e nas comunidades cristãs, na cruz da profecia e do conflito, na gratuidade e na exigência do Evangelho, na contemplação libertadora e no anúncio incondicional do Reino e na denúncia do anti-Reino; espiritualidade da libertação que se enraíza nas culturas oprimidas de nossa história, herdeira do sangue de muitos e muitas que tombaram doando a vida e o sangue do martírio, profeticamente alternativa ao sistema de morte, na co-responsabilidade eclesial e, por fim, com profundo espírito ecumênico e macro-ecumênico.

Vivemos em todos os países do mundo um momento de mundialização do espírito neoliberal, do poder das trevas. É o anti-Reino crescendo e se ampliando. Como cristãos e cristãs, deveríamos viver a espiritualidade da libertação e anunciar o Kairós do Reino, Reino de Deus anunciado por Jesus. Não basta cumprir os preceitos religiosos e práticas devocionais para construir o Reino. É preciso um compromisso de fidelidade maior com o Evangelho e com a construção do projeto de Jesus. Ser discípulo e discípula de Jesus não significa dizer “Eu te amo Jesus” ou “Jesus é Dez”. Ser discípulo e discípula significa dar a vida pelos que não possuem vida. Como Igreja (comunidade de fiéis) deveríamos ser interpelados pelo testemunho do Evangelho e da Tradição e, para nós aqui da América Latina, testemunho dos mártires da caminhada e, com isso, assumir a postura do engajamento nessa luta sem perder a mística da contemplação.

A mundialização na qual vivemos se impõe como neoliberal, de mercado total, idolátrica, escatológica – pois anuncia o “fim da história”, consumista, privatizadora, narcisista e sem alternativas possíveis. Nega-se com isso a radicalidade do Evangelho, o compromisso com o “kairós do Reino”, com a utopia. Nesta lógica substitui a ética pelo estético, se ignora os pobres renegados a programas assistencialistas e compensatórios. Vivemos neste Kairós neoliberal “a noite escura dos pobres” e podemos cair em três grandes tentações, a saber: “a tentação de renunciar a memória e a história; a tentação de renunciar a cruz e a militância; a tentação de renunciar a esperança e a utopia” como diz Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia.

Precisamos urgentemente de uma outra mundialização, numa outra modernidade ou pós-modernidade. Nas Igrejas cristãs precisamos de novas primaveras como aquela protagonizada pelo Concílio Ecumênico do Vaticano II. Corre-se o risco de tornarmos nossas comunidades e igrejas cristãs numa avalanche de fundamentalismos e exotismos, num festival catolicista ou cristianista. Sendo que é hora, é tempo de profeticamente denunciar este anti-Reino neoliberal do “deus mercado” e anunciar também profeticamente o Reino de Deus, da justiça e da paz. Se as Igrejas cristãs perderem este rumo, perder-se-á o sentido do Evangelho e do próprio seguimento a Jesus. Não podemos retroceder à fase da cristandade que ronda o universo das mentes religiosas de nossa atual história o que determina colocar no esquecimento as conquistas na espiritualidade, nas liturgias, na teologia, na vida religiosa inserida na vida popular, nas pastorais sociais, na diversidade dos ministérios, no profetismo dos cristãos leigos e dos pastores e pastoras, da mulher que deve ser respeitada em seu ministério (nisso, Anglicanos e Luteranos estão muito mais avançados do que os Católicos), no ecumenismo e no diálogo inter-religioso ou macro-ecumenismo, nas Igrejas comprometidas na luta pelos direitos humanos, pela cidadania, pela ecologia, pela terra, pela saúde, pela criança e adolescente, pela juventude, pela moradia digna, pela educação, pela comunicação, pelo trabalho, pela paz, pelos povos indígenas, enfim, pela vida. Por isso, necessitamos de Igrejas cristãs mais evangélicas, simples, missionárias, comprometidas com o povo. Igrejas cristãs pascais, serviçais, livres dos acordos com as elites, desinteressadas, fiéis ao mandato de Jesus. Precisamos trocar nosso coração de pedra por um coração pascal. É chegado o momento.

Claudemiro Godoy do Nascimento

2 comentários:

Anônimo disse...

Casaldaliga, À direita, à esquerda e ao centro da CNBB e do clero católico brasileiro
por Percival Puggina em 28 de abril de 2007

Resumo: Sim, senhores, o professor Felipe Aquino pegou pesado. Expressou ira. Mas tem razão naquilo a que se opõe.

© 2007 MidiaSemMascara.org


Desde há muitos anos a América Latina se converteu em palco de conflitos ideológicos que noutras partes do planeta perderam todo significado prático. O senso comum reconheceu, nos fatos da história, que as liberdades públicas, as liberdades políticas, as liberdades econômicas e os bons sistemas de governo, andam juntos e concorrem para a realização da dignidade da pessoa humana e para a justiça em todas as suas dimensões. Não há perfeições, é claro, nas realizações humanas, mas é incomparável o resultado obtido nas sociedades que fizeram opções corretas em relação àquelas que adotaram receitas alinhadas com as utopias esquerdistas.


Quando se relacionam as nações segundo seus indicadores de liberdade econômica, qualidade da gestão pública, estabilidade institucional, PIB per capita, liberdade de imprensa e Índices de Desenvolvimento Humano, salta aos olhos que o topo da lista é ocupado pelos mesmos países, ou seja, por aqueles que fizeram escolhas certas. Se bons indicadores de desenvolvimento humano estão entre os objetivos que os cristãos devem perseguir porque colocam a pessoa no lugar exigido por sua dignidade, não cabem dúvidas sobre as escolhas a fazer. Há sociedades que resolveram o problema da pobreza e outras que se empenham em aprofundá-la mediante mecanismos cujo fracasso já está para lá de comprovado.


Não se diga que são colonialistas ou imperialistas as nações que se desenvolveram. Não se afirme, com a fraudulenta análise marxista, que elas enriqueceram às custas da pobreza das demais. Isso não se aplica aos países do Leste Asiático, nem à Irlanda, nem à Suíça, nem ao Canadá, nem à Austrália, nem à Nova Zelândia, nem aos países nórdicos. Tampouco é válido para os próprios países Ibéricos que há quatro décadas em nada diferiam de suas antigas colônias americanas. Menos ainda para Itália e Alemanha, arrasadas, famélicas e empobrecidas até a metade do século passado. Será preciso, recordar o ensinamento que nos forneceram as duas Alemanhas?


Opor-se, por cegueira ideológica, ou extraordinária teimosia, às soluções que resolvem o problema da pobreza não é uma opção pelos pobres. É uma opção pela pobreza eterna. E amor aos pobres não é amor à pobreza nem ódio aos ricos.


O professor Felipe Aquino pegou pesado, para usar uma expressão popular. Mas pegou muito menos pesado do que pegam os adeptos da Teologia da Libertação quando se alinham com seus parceiros ideológicos dos movimentos sociais, não para defender as bases da fé cristã, mas para atacar pessoas concretas que nada têm a ver com suas motivações e interesses.


O professor Felipe Aquino usou palavras duras, é verdade. Mas é espantosa a sensibilidade que pude perceber em algumas manifestações que o recriminaram, principalmente quando não levam em qualquer consideração a sensibilidade daqueles que têm suas propriedades invadidas, seus bens destruídos, sua paciência exaurida, seus ouvidos agredidos por gritos de guerra ou por sermões que mantêm distância astronômica da mensagem evangélica.


É estranha essa sensibilidade. Veste couro de jacaré quando se trata de estabelecer alianças com defensores de ideologias totalitárias, assassinas e sanguinárias. Veste couro de jacaré quando se une a notórios adversários da Igreja e a utopias assassinas de seus irmãos de fé. Mas exige ser tratada com luvas de pelica por quem lhes aponta os desvios nos quais incorrem.


Esse desvio é mais do que evidente. Aliás, não é capaz de apresentar uma única prova de ser o caminho certo. Falo de prova provada. Falo de coisa fora do discurso. Falo de experiência concreta, aproveitável, que tenha gerado uma democracia, uma economia que se sustente, um estado com mínimo nível de bem estar. E vamos lá, mais um pequenino desafio: qual estadista já nos deram a conhecer?


Não se atribua a pobreza das nações pobres à riqueza das nações ricas. As nações pobres não são empobrecidas por ação exterior. A principal causa da pobreza não está nas ações externas, mas na cultura, nos valores assumidos e nas opções internas a que conduzem. Nem se diga que a abertura econômica gera concentração de riqueza porque nunca a riqueza esteve tão concentrada quanto nos grandes impérios da antiguidade clássica, ou nos absolutismos monárquicos, ou no mercantilismo, ou como ainda hoje se vê nos estados totalitários, nos quais o poder político e o econômico se concentram nas mesmas mãos.


Bem ao contrário do que muitos afirmam, é a economia de mercado que melhor gera e melhor distribui a riqueza produzida pelas sociedades que a adotam. Portanto, se resolver o problema dos pobres é a missão eclesial reconhecida como única ou como a mais importante pela Teologia da Libertação, reflitam seus inspiradores sobre os sistemas econômicos que funcionam. Em vez de invadir e destruir o que não lhes pertence, que peçam educação de qualidade, instituições políticas modernas e joguem na lata do lixo os paralisantes ensinamentos de viés marxista que ministram em suas escolas. Desse mato é que não sairá o coelho da prosperidade material. Do culto a Che Guevara, que ensinava “ódio como fator de luta, que impulsiona para além das limitações naturais do ser humano e o converte numa efetiva violência, seletiva e fria máquina de matar”, dessa escola, dessa dureza sem qualquer ternura, é que nada de evangélico haverá de brotar.


Sim, senhores, o professor Felipe Aquino pegou pesado. Expressou ira. Mas tem razão naquilo a que se opõe. A Teologia da Libertação, infiltrada nos seminários, nas CEBs, na CNBB, responde em grande parte pelo atraso nacional, pela perda de fiéis e pelo avanço das seitas evangélicas. Estas últimas, seja com qual motivação for, estão levando Jesus aos mesmos pobres para os quais a TL leva inveja, revolta, ideologia e política. E é compreensível que diante de tantos e tão graves erros, reiterados contra toda a evidência dos fatos, turbando a própria luz do Evangelho e contrariando a insistente orientação de Roma, alguém perca a paciência.


Que o Senhor Deus dos cristãos nos preserve em sua verdade.


Porto Alegre, 23 de abril de 2007.


Percival Puggina

Anônimo disse...

Para quem ainda tem dúvidas sobre quem é D.Pedro Casaldáliga, vejam em:

http://www.brasilparatodos.org/